sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fim de tarde...

O pai diz para o filho:
"Já viste esta pinha da pinheira com pinhões?"

domingo, 21 de junho de 2009

Perfeição

Será que tenho tudo o que mereço ou, por outra, mereço tudo o que tenho?

Sempre achei que merecia mais. Contudo, a vida nem sempre nos compensa, pelo menos em tempo real. “Cada um tem o que merece”. Será mesmo? Quase sempre o dia nasce soalheiro, mas alguém consegue trocar-me as voltas e arranja maneira de pôr o céu enublado. Nunca nada está suficientemente brilhante e cuidado. O único pensamento positivo com que consigo enganar o meu ego é transmitir-lhe que tomara muitos ter alguém como eu a seu lado para me “aturar”.

domingo, 14 de junho de 2009

Anjo? Nem vê-lo!


Achei possível que um anjo se tivesse cruzado no meu caminho para me proteger. Mas com o tempo a passar, reflecti melhor sobre o assunto e chego a conclusão que afinal não o és.


Talvez o tivesses sido. Por um instante… Ou por outra, talvez não… Foste apenas uma frecha que deixou entrar um pedacinho de luz quando fui obrigada a entrar num túnel onde eu não queria. Para além de não quer ir sozinha, tinha pesadelos com os animais da escuridão com quem me iria cruzar, de certeza.


A meio do túnel, pensei mesmo que o meu coração acelerava sempre que passava por esse meu anjo imaginário. Hoje tenho a certeza que não. Foi apenas uma ilusão... Agora quase no fim desta caminhada ao longo do túnel, encontro um fósforo para poder acender uma vela. O pior de tudo é o tamanho da chama. Sim, porque com a falta de oxigénio, esta não vai aguentar por muito tempo.


Mas, apesar de todas as condições, esta pequena e inesperada chama foi o suficiente para me alegrar os próximos dias e me permitir acabar a caminhada com menos receio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Recta final..


O mais comum nestes dias é ouvir "Eina! Já estás quase de férias!" e eu respondo "Ainda falta tanto tempo!" Não é que falte tanto tempo em questão de dias, carga horária, contudo estes são os mais difíceis de passar. É só tarefas por todo o lado: trabalhos, apresentações, testes intermédios e não esquecer os trabalhos de casa. Acordamos na segunda a ansiar pela sexta-feira para podermos aliviar...

E quando chega o fim do dia é com um "Finalmente!" no pensamento... Olhamos para o calendário - que agora é tudo menos nosso amigo - e dizemos "Eina pois é! Nunca mais me lembrei!". Este é o nosso prato do dia. Ao almoço. Ao jantar.

Já não andamos como o habitual. Agora rastejamos. Lentameeeennteeeeeee! Tudo muito lentamente como se fossemos lesmas em ponto grande e muito desenvolvidas. Já ninguém diz coisas com coisa.