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sexta-feira, 16 de março de 2012

Anxiety



Nunca tive tão ansiosa para voltar a casa.
Dear Friday, be nice to me, please.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mummy

Não é saudade.. Mas sim um sentimento estranho que envolve a mistura do ressentimento por todo o passado (in)constante e (in)feliz em parte (pelas razões óbvias) e um sentimento de surpresa desagradável pela notícia que chegou inesperadamente. Envolve afecto (de mãe) misturado com a arrogância que fui construindo em própria defesa como prova do meu descontentamento e revolta.

Como me sinto? 
Não sei. Bem não, mal também não. O meio termo, não o meio termo da indiferença, mas o meio termo do não-consigo-descrever-o-que-sinto-porque-ainda-não-tive-tempo-de-investigar-as-consequências-deste-diagnótico. Até lá, até arranjar o tempo e a paciência, vou vivendo na semi-ignorância..
 Hasta Fevereiro

sábado, 21 de janeiro de 2012

Nostalogia...



Curiosamente, saudade é uma palavra portuguesa sem tradução  para algumas línguas como o inglês.

Será por sermos mais sensíveis e "lamechas" que os outros povos  ou seremos os únicos  a reconhecer valor ao que temos e gostamos?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Famelga Reunida

                                


Há muito tempo que não tinha um almoço de família com tão bom ambiente entre os envolvidos, como no domingo.
Foi há tanto tempo que nem sequer me lembro de quando foi a última vez. Já sentia falta. Já tinha notado a ausência do telefonema da vóvó no sábado à noite a convidar para o almoço do dia seguinte, apenas porque lhe apeteceu. Apenas porque sim. Tinha ido comprar carne a mais ou estava cá a Ti não-sei-das-quantas. o motivo não era, de todo, relevante. Apetecia-lhe e pronto.

Finalmente um almoço sem rivalidades. Um almoço que deixa saudade dos tempos em que, todos os domingos à noite, os quatro filhos da minha avó, que na altura estavam por terras nacionais, se juntavam, sem qualquer aviso prévio, para comer o "caldito" como ela, carinhosamente, dizia. A família ia crescendo, então no jantar havia mais gritos de crianças e gargalhadas que outra coisa. Era o momento em que (quase) todos os primos se encontravam e conviviam. Chamavam-lhes os "terroristas" por serem todos mais ou menos da mesma idade (apenas tinham meses de diferença) e por nunca estarem quietos.

Não havia hora marcada. Iam-se juntando aos poucos. Por vezes, uns já tinham comido quando os outros chegavam. Gozávamos com a situação e com o facto de sermos muitos e já não cabermos à mesa. Dizíamos que era a 2ª mesa do restaurante. Tudo isto era uma espécie de ritual de domingo à noite. 

Mas, com o tempo, os filhos foram emigrando à procura de vidas melhores e hoje apenas sobram duas filhas por cá. Assim, a tradição do jantar em casa da avó ao domingo à noite acabou, ou pelo menos está suspensa. Resta, por agora, olhar para trás com uma lágrima no canto do olho e um sorriso nos lábios e recordar estes momentos com saudade. 

Talvez um dia voltaremos àquilo que éramos. Talvez um dia.

domingo, 20 de março de 2011

Sweet 18

Pequena, simples mas especial, muito especial a minha grande noite.
Obrigado a todos!
Aos presentes, aos ausentes e aos que ofereceram tudo e mais alguma coisa.
O meu obrigado :)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E mais do mesmo


Presságio ou coincidências, chegou ao fim.


Fica a imagem de o ver a morrer, aos poucos, há uma semana atrás.

Fica a admiraçao por estar ali provavelmente a sofrer,
mas a conter-se e a passar uma imagem calma e serena.
Fica a imagem de o ver quase a sorrir por saber que estava a chegar ao fim,
mas com o sentido de dever cumprido.
Hasta un dia!




Marcas

Continuando no mesmo assunto, há coisas que me ficaram e marcaram de formas diferentes.
E é isso que vou guardar.

1º O sorriso malandro quando lhe punha a boina como o "Tonecas"
2º Quando eu levava um ralhete que era mal aplicado, ele no fundo percebia o meu lado e sabia que eu tinha razão. Apesar de um pouco surdo, dizia algumas palavras de conforto.
3º Quando estávamos na cozinha, eu à mesa e ele no sofá, por vezes falava baixinho, pequenos desabafos. Eu ouvia, sorria e ele sorria de volta quando percebia que eu tinha ouvido.
4º No último almoço com os meus dois "avôs", ele confessou já ter pedido "muita vez a Deus que me levasse, mas hoje 'tô arrependido". A parte do arrependimento, que me era desconhecida, deixou-me surpresa.

5º O facto de ele nunca ter gostado muito da minha mãe e da expressão dele mudar, quando ela entrava na cozinha onde nós já nos encontravamos.

Montanha de sofrimento


Há cerca de duas semanas, deu entrada nas urgências do hospital, mais um idoso entre tantos outros. Mais um, que após ter feito a inscrição na recepção, entrou para dentro daquelas portas de hospital, mas ali ficou abandonado, em pleno corredor hospitalar.



Só foi atendido cerca de 11h depois, quando a filha que o acompanhava se dirigiu ao segurança e lhe explicou o tempo que estava lá fora sem ter uma notícia sequer do pai.

Resultado: internamento durante cerca de uma semana e foi mandado para casa depois de o médio ter preparado a família para o pior.

Já em "casa", mal come, não anda nem fala. Está ali, sentado no sofá rodeado de almofadas para o manter minimamente direito, cheio de bronquite e se conseguir libertar o que lá tem dentro. Está ali entupido, de pijama (como nunca se apresentava nem que fosse para tomar o pequeno-almoço).

Até observar esta situação, não acreditei. Apesar da pouca proximidade que tenho com ele, sempre o conhecera com grande dificuldade em respirar e com muito bronquite. Quando o meu pai me disse que ele estava mal, sinceramente não liguei. Depois disso, o seu estado tinha melhorado, sorria, falava muito, até pelos netos perguntara.


Mas tudo mudou quando o fui ver. Sentado no sofá, quente - como nunca conseguia estar, costumava brincar a dizer "o meu sangue" é ruim -, olhar cabisbaixo que não levantava sequer quando as pessoas se aproximavam para o cumprimentar. Falar, muito pouco numa voz extremamente rouca, comer duas ou três colheres de sopa eram suficientes para tomar a medicação, caso insistissem deitava tudo fora. Andar, só com uma perna a arrojar.



Foi uma das piores experiências que tenho para contar. Os familiares que estavam presentes só conseguiam falar do pior. O seu estado tinha mudado bastante desde o dia anterior.


Quando julgava que ele estava a olhar para mim, fazia a carantonha que o fazia sorrir, mas nada. Nem quando lhe virei a boina, como de costume, olhou para mim. Apesar de tudo isto, quando questionado acerca da minha identidade respondeu "Sandra". Como lhe era habitual confundir com o da minha prima.

Todos os dias são dias diferentes: ora está bem ora está pior.

Ontem, estava bem: sorria e até andou sem arrastar nenhuma das pernas.
Hoje, está pior.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Vai parecer estranho mas...

à maman.
Por impossível que pareça, hoje surpreendeste-me positivamente.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Emigrantes: segundos contados

Primeiro contamos os dias para a sua chegada;
Quando finalmente essa data chega, conseguimos aproveitar os primeiros dias.
Mas, passado pouco tempo, a contagem decrescente volta desfavoravelmente
e o coração fica novamente apertado.

sábado, 7 de agosto de 2010

:D

Depois de um longoooo dia de trabalho e de ele ter tido a simpatia de estar 2horas a minha espera, fomos ate casa da nossa da nossa vovó de biqueta. Chegamos perto das 19h e com um calor insuportável. Perante a piscina das criancinhas mais novas comentamos o facto de darmos um mergulho para refrescar. Contudo, eu discordei uma vez que a roupa interior que usava era demasiado inadequada a ocasião. Como a casa da madrinha fica mesmo ao lado da casa da vovó, a madrinha pediu que fosse a casa da vovó buscar uns bolinhos para o café.



Eu fui e o meu querido primo fez-me companhia. Na viagem de regresso, eu ia ´as suas cavalitas com os bolos, quando ele de repente para ao lado da piscina e pede para lhe dar os bolos. Eu, muito obediente dei e a seguir disse "Tira o telemóvel ou ele vai para a piscina". Depois de alguma resistência da minha parte e de estar a ficar com falta de ar, pumba dentro da piscina completamente vestida. E pronto foi este o resultado no regresso a casa de biqueta com o suspeito: usar um macacão com mais de 10 anos (mdr).

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Perguntas sem resposta


Como é que se encaminham as pessoas no bom caminho?



Como é que lhe mostro que o que ele está a fazer não está correcto sem lhe
contar a verdade?



Não devia, não posso contar-lhe o que sei (e que não devia saber). Contudo
omais provável é mostrar-lhe as evidências, para ele ver a verdade
e encarar a dura realidade.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dornes


Pois é, passear em família deu nisto. Num dia em que percorremos cerca de 150km só pelo interior, muito pertinho aqui (cerca de 30km) encontrámos esta maravilha. Uma paisagem incrivelmente bonita. Gostei imenso como podem constatar. Uma península em que as casas estão praticamente dentro do Rio Zêzere e que chegar as margens dele é um autêntico desafio. Apetece invadir as escadas dos particulares e desejar que estas nos façam chegar à água.