
Se há coisa que mais me chateia, que me mete mais confusão é ver ou ouvir dois ou mais rapazes a ter uma "(des)agradável" conversa acerca dos jogos que têm ou querem ter quer seja de computador, Playstation ou outro qualquer.
"Eina! e o Hunting não sei das quantas? Quanto tempo é que demora a sacar?
4h? Eish isso é pouco!"
Por amor de Deus! É que veneram aquilo como se fosse um livro daqueles fascinantes em que uma pessoa fica fascinada com a descrição tão bem conseguida dos detalhes. Como se tratasse de um grande escritor e Homem.
Até porque cada vez mais se vê na comunicação social casais que colocaram um ponto final no casamento porque os maridos decidirm colocar a televisão ou o computador à frente da mulher que lhe põe a comida todos os dias na mesa e que lhe passa a roupa a ferro. Então nas camadas mais jovens, isso também já acontece com namorados - estando elas , por vezes, preocupadas a pensar no que poderá ter acontecido - "Ah! Não, não aconteceu nada, tava a jogar. "
Daqui a uns tempos em vez de ouvirmos falar em escritores famosos ouvimos falar no não sei das quantas que criou o jogo x ou y. É este o preço da evolução e da modernidade? É? Então esqueçam, prefiro continuar retrógada e tradicional e continuar a falar dos meus belos e amados escritores que conseguem traduzir por palavras aquilo os meus pensamentos e que jamais conseguirei colocar numa folha de papel.
E começam cada vez mais novos...