domingo, 20 de fevereiro de 2011

Conversas fim de tarde

P.S.- Não aconselhável a menores de 18anos. Nem a pessoas mais sensíveis.



(carregar na imagem para uma melhor visualização)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

E mais do mesmo


Presságio ou coincidências, chegou ao fim.


Fica a imagem de o ver a morrer, aos poucos, há uma semana atrás.

Fica a admiraçao por estar ali provavelmente a sofrer,
mas a conter-se e a passar uma imagem calma e serena.
Fica a imagem de o ver quase a sorrir por saber que estava a chegar ao fim,
mas com o sentido de dever cumprido.
Hasta un dia!




Marcas

Continuando no mesmo assunto, há coisas que me ficaram e marcaram de formas diferentes.
E é isso que vou guardar.

1º O sorriso malandro quando lhe punha a boina como o "Tonecas"
2º Quando eu levava um ralhete que era mal aplicado, ele no fundo percebia o meu lado e sabia que eu tinha razão. Apesar de um pouco surdo, dizia algumas palavras de conforto.
3º Quando estávamos na cozinha, eu à mesa e ele no sofá, por vezes falava baixinho, pequenos desabafos. Eu ouvia, sorria e ele sorria de volta quando percebia que eu tinha ouvido.
4º No último almoço com os meus dois "avôs", ele confessou já ter pedido "muita vez a Deus que me levasse, mas hoje 'tô arrependido". A parte do arrependimento, que me era desconhecida, deixou-me surpresa.

5º O facto de ele nunca ter gostado muito da minha mãe e da expressão dele mudar, quando ela entrava na cozinha onde nós já nos encontravamos.

Montanha de sofrimento


Há cerca de duas semanas, deu entrada nas urgências do hospital, mais um idoso entre tantos outros. Mais um, que após ter feito a inscrição na recepção, entrou para dentro daquelas portas de hospital, mas ali ficou abandonado, em pleno corredor hospitalar.



Só foi atendido cerca de 11h depois, quando a filha que o acompanhava se dirigiu ao segurança e lhe explicou o tempo que estava lá fora sem ter uma notícia sequer do pai.

Resultado: internamento durante cerca de uma semana e foi mandado para casa depois de o médio ter preparado a família para o pior.

Já em "casa", mal come, não anda nem fala. Está ali, sentado no sofá rodeado de almofadas para o manter minimamente direito, cheio de bronquite e se conseguir libertar o que lá tem dentro. Está ali entupido, de pijama (como nunca se apresentava nem que fosse para tomar o pequeno-almoço).

Até observar esta situação, não acreditei. Apesar da pouca proximidade que tenho com ele, sempre o conhecera com grande dificuldade em respirar e com muito bronquite. Quando o meu pai me disse que ele estava mal, sinceramente não liguei. Depois disso, o seu estado tinha melhorado, sorria, falava muito, até pelos netos perguntara.


Mas tudo mudou quando o fui ver. Sentado no sofá, quente - como nunca conseguia estar, costumava brincar a dizer "o meu sangue" é ruim -, olhar cabisbaixo que não levantava sequer quando as pessoas se aproximavam para o cumprimentar. Falar, muito pouco numa voz extremamente rouca, comer duas ou três colheres de sopa eram suficientes para tomar a medicação, caso insistissem deitava tudo fora. Andar, só com uma perna a arrojar.



Foi uma das piores experiências que tenho para contar. Os familiares que estavam presentes só conseguiam falar do pior. O seu estado tinha mudado bastante desde o dia anterior.


Quando julgava que ele estava a olhar para mim, fazia a carantonha que o fazia sorrir, mas nada. Nem quando lhe virei a boina, como de costume, olhou para mim. Apesar de tudo isto, quando questionado acerca da minha identidade respondeu "Sandra". Como lhe era habitual confundir com o da minha prima.

Todos os dias são dias diferentes: ora está bem ora está pior.

Ontem, estava bem: sorria e até andou sem arrastar nenhuma das pernas.
Hoje, está pior.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

14.Fev.2011

Coincidência ou não, as ladies estiveram reunidas, no sítio do costume, no Dia de S. Valentim - ou melhor, costumam passar ocasiões especiais juntas como foi o caso do Dia de Mulher, o Dia da Criança, inexplicalmente - e como não podia deixar de ser, com elas juntou-me mais uma experiência entre os tachos e panelas. Desta vez, massa com salsicha e queijo ralado foi o prato de eleição, que como sempre estava uma maravilha.


Qual será a próxima experiência culinária?

Não percam os próximos pratos, porque nós também não!

(À semelhança dos episódios do Dragonball há uns anos atrás)

Excusado será dizer que é para repetir.

Porque quando nós e os tachos se juntam... Uiui! xD