“É importante, aqui e ali, ceder. Ceder. Deixar ir, baixar os braços, encolher os ombros, dizer “tem de ser”, dizer “não há nada a fazer”. É importante, aqui e ali, ceder para não desistir. Ceder é a resistência a crescer. Ceder um pouco para sentir a força, aos poucos, a voltar. Ceder como suporte, como alicerce, para resistir.
Ceder para não desistir.
Quem desiste não cede – quebra. Rasga, rompe.
E cai.
Quem cede não quebra, não rasga, não rompe. E é por isso que não cai. Limita-se a dar um espaço, um pequeno flanco, para a dor entrar. E ela entra, sente-se confortável – torna-se confortável por dentro da pessoa que cede.
Torna-se confortável por dentro da pessoa que cede: aqui está uma boa definição de amor.”
"In Sexus Veritas", de Pedro Chagas Freitas
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
quinta-feira, 11 de abril de 2013
What is love #1
"I'm in love with you," he said quietly.
"Augustus," I said.
"I'm in love with you, and I'm not in the business of denying myself the simple pleasure of saying true things. I'm in lovewith you, and I know that love is just a shout into the void, and that oblivion is inevitable, and that we're all doomed and that will become a day when all our labor has been returned to dust, and I know the sun will swallow the only earth we'll ever have, and I am in love with you."
John Green in "The fault in our stars"
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Paixão
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Sometimes
"Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Há dias em que o cansaço reina. Dias em que a noite mal dormida, se sobrepõe à boa disposição e à diversão normal. Dias em que nem nós próprios nos reconhecemos. Dias sombrios que não agradam a nada nem a ninguém. Dias em que por mais que tentemos, as fraquezas vêm ao de cima. Dias em que a única coisa que realmente nos apetece é enfiar-nos novamente na cama ainda que o despertador teime em tocar. Dias não são dias, mas hoje foi o dia.
sábado, 6 de outubro de 2012
True
"A Katherine chateava ‑me muitas vezes, que me faltava o gene do “preciso de um namorado”, mas a verdade é que simplesmente ainda não tinha encontrado alguém que... bem, por quem me sentisse atraída, embora uma parte de mim desejasse os famigerados joelhos a tremer, o coração na boca e as borboletas no estômago.
às vezes perguntava-me se se passaria alguma coisa comigo. Talvez tivesse gastado demasiado tempo na companhia dos meus heróis românticos da literatura e, em consequência disso, os meus ideais e expectativas fossem descabidamente altos. Mas, a verdade, é que nunca ninguém me tinha feito sentir assim."
E L James in "As cinquenta sombras de Grey"
sábado, 14 de abril de 2012
domingo, 6 de novembro de 2011
How am I supposed to be?
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Pensamento da semana
domingo, 2 de janeiro de 2011
***
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
E cais assim como que de páraquedas...
E fazes-me sonhar...
Não te conheço. Nunca te dirigi uma palavra sequer.
Mas alimentas-me a curiosidade a cada dia que passa.
Mas alimentas-me a curiosidade a cada dia que passa.
Sonhar, imaginar e sonhar.
Aquele mundo onde ninguém pode entrar sem a palavra-passe.
Aquele mundo que nos torna fortes e capazes de enfrentar um novo dia.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
"Pega no telefone e liga-lhe, não tens nada a perder. Diz-lhe que tens saudades dele, que ninguém te faz tão feliz, que os teus dias são secos, frios e áridos, como um deserto imenso, sem oásis nem miragens, sempre que não estão juntos. Pega no telefone e liga-lhe. Se ele não atender, deixa-lhe uma mensagem. Ou então escreve-lhe uma mensagem a dizer que queres estar com ele. Não te alongues nem elabores, os homens nunca percebem o que queres deixar cair nas entrelinhas. Tens de ser clara, directa, incisiva. E não podes ter medo, porque o medo é o maior inimigo do amor. Cada vez que deixares o medo entrar-te nas tuas veias, ele vai gelar-te o sangue e paralisar-te os nervos, ficas transformada numa estátua de sal e morres por dentro.
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."
A vida é uma incógnita, hoje estás aqui, amanhã podes ficar doente, ou cair-te um piano em cima quando fores a andar na rua. Ainda há pessoas que atiram pianos pela janela, sabias? Nunca se sabe como será o dia de amanhã, por isso não percas tempo: pega no telefone e liga-lhe. Tenho a certeza que ele te vai ouvir, tenho a certeza que ele te vai ajudar, tenho a certeza que ele, à sua maneira - e é tão estranha a forma como os homens gostam de nós - ainda gosta de ti. Mesmo que já não te ame, ainda gosta de ti, como tu vais aprender a gostar dele, quando a vida te obrigar a desistir deste amor. Ele está longe, mas olha por ti por entre memórias, presentes e flores. À noite, entre sonhos alterados pelo álcool, tu apareces-lhe na cama e ele volta a sentir o cheiro da tua pele e volta a amar-te com todas as suas forças. Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro.
Pega no telefone e liga-lhe. Fala com ele de coração aberto, diz-lhe que o queres ver, chora se for preciso, pede-lhe que te diga se sim ou se não. Se for preciso, por mais que te custe, pede-lhe para te escrever a palavra NÃO. Pede-lhe uma resposta para o teu coração. Mais vale saberes que acabou tudo do que viveres com as laranjas todas no ar, qual malabarista exausto, sem saberes nem como nem quando elas vão cair. Mais vale chorar a tristeza de um amor perdido do que sonhar com um oásis que se transformou numa miragem.
Pega no telefone e liga-lhe. Liga as vezes que forem precisas até conseguires uma resposta, a paz de uma certeza, mesmo que essa certeza não seja a que desejavas ouvir. Mas não fiques quieta, à espera que a vida te traga respostas. A vida é tua, tens de ser tu a vivê-la, não podes deixar que ela passe por ti, tu é que passas por ela. E quando todas as laranjas caírem, apanha-as com cuidado, guarda-as num cesto e muda de profissão. O circo é para quem não tem casa nem país, não é vida para ninguém. Guarda as laranjas num cesto, leva-as para casa e faz um bolo de saudades para esquecer a mágoa. E nunca deixes de sonhar que, um dia, tal como eu, vais encontrar alguém mais próximo e mais generoso, que te ensine a ser feliz, mesmo com todas as pedras que encontrarem no caminho.
Larga as laranjas e muda de vida. A vida vai mudar contigo."
Margarida Rebelo Pinto
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
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