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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Confiança

(...) Momentos em que tudo se põe em causa. Toda a verdacidade das palavras da pessoa em quem mais confiámos ontem e hoje... Porquê esconder? Porquê esta desconfiança? (...) Esta confusão, fez-me duvidar de tudo e de todos e questionar tudo e mais alguma coisa... Até que ponto é legítimo contar tudo a alguém? Depositar toda a nossa vida num ser humano frágil? Até que ponto devemos contar e desabafar tudo o que nos acontece na vida a alguém, a algo ou deixá-lo registado? Quais os riscos que corremos?

Tu, que me acompanhas de perto há tanto tempo, que tantas vezes me levantaste a cabeça quando ela estava em baixo. Tu que já tanto fizeste, tentaste e arriscaste por mim. És a mesma pessoa para quem olhei hoje e só me apeteceu chorar. (...)

29.01.2012

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nonsense

Percebo que o ser humano é insatisfeito. Compreendo-o porque quando estou em Lisboa sonho com aldeia, mas quando estou na aldeia, sabe a pouco e anseio a liberdade.

Dois universos distintos se por um lado venero a tranquilidade, sinto a falta da agitação. A tranquilidade, porém, pareço nunca atingir em pleno como sempre sonho. Queria chegar e ser acolhida com um sorriso de quem me tanto esperou... Queria sentir que tudo está bem na minha presença ou ausência. No entanto, cada vez mais isso teima a acontecer.

Cada vez que venho, encaro-me com uma realidade diferente da que imaginava.
Cada vez que venho, deparo-me com mais um problema, mais uma preocupação...
Como se a saudade de tamanha calma e de afecto não me chegasse.

O ser humano é super insatisfeito.

Se estar na capital me faz sentir um navegador, em que vivo ao sabor do vento, a agitação e a rotina destroem-me e dou comigo a sonhar querer voltar à aldeia.
         

domingo, 29 de abril de 2012

terça-feira, 20 de março de 2012

Conflitos e Verdades

Se isto é verdade, e no meu caso não podia estar mais de acordo.

Quando uma rapariga é magoada, mantém-se de pé por maior que seja o esforço, por mais que a gravidade a esteja a puxar a cair, mas mantém-se "firme" e "finje" estar tudo bem. Porque é que um rapaz, quando se sente ofendido não se mantém firme e não tenta esclarecer as coisas em vez de andar a enrolar ou fugir? Porque é que não pode manter-se de pé e fingir estar tudo bem?

Quem é o sexo forte, afinal? Ah, as mulheres.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Esmiuçando exames

Não sei se já repararam que os exames de 2008, pelo menos os de português, aproveitam muito mais o espaço que os exames mais recentes.
Não têm páginas em branco nem só um pouco de texto no cimo da página por não pertencer ao mesmo grupo que a questão seguinte. Ou seja, cada vez mais as pessoas são consciencializadas para pouparem papel e outros recursos afim de sermos amigos do ambiente, mas o ministério não nos está propriamente a dar o exemplo se analisarmos os testes intermédios e os exames mais recentes.





Belos exemplos, sim senhor.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Obrigas-me a não gostar de ti

por me julgares mesmo sem me conheceres.

sábado, 7 de maio de 2011



Neste caso, dispenso a tua atenção.



Não quero desta forma.



Artificial.






domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa




Tal como a maior parte das festividades, a Páscoa é mais uma entre tantas outras que me passam ao lado. Contudo, como os pais são extremamente religiosos, lá vamos nós as comemorações e hoje tive uma surpresa: a bela da piolha.

Porque ela é o raio de sol, mesmo que na rua troveja! Assim sim, tive uma páscoa com cor e muiiiito sol :')

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Há alturas em que...


Não somos carne. Mas também não somos peixe.Estamos entre os dois. Talvez sejamos uma espécie de derivados de algum dos anteriores. Indeterminações.


Confusos? Também eu.


O melhor mesmo é não querer classificar o alimento. Não o quer agrupar a nada. Deixar tudo como está, ainda que muitos o tentem classificar. Eu não quero. Só de pensar dói. Por isso a solução passa por não pensar. Díficil, eu sei. Ainda assim, sem classificação, ele há-de vingar.

sexta-feira, 25 de março de 2011

#1


sábado, 12 de março de 2011

Há sempre momentos...

... em que a dor no coração é tanta que me salta pelos olhos.

Só queria controlar a "azia" junto daqueles de quem gosto,

porque sei que também lhes custa imenso. Tudo.

Por isso, um desculpem e um sincero obrigado.


sábado, 19 de fevereiro de 2011

E mais do mesmo


Presságio ou coincidências, chegou ao fim.


Fica a imagem de o ver a morrer, aos poucos, há uma semana atrás.

Fica a admiraçao por estar ali provavelmente a sofrer,
mas a conter-se e a passar uma imagem calma e serena.
Fica a imagem de o ver quase a sorrir por saber que estava a chegar ao fim,
mas com o sentido de dever cumprido.
Hasta un dia!




Marcas

Continuando no mesmo assunto, há coisas que me ficaram e marcaram de formas diferentes.
E é isso que vou guardar.

1º O sorriso malandro quando lhe punha a boina como o "Tonecas"
2º Quando eu levava um ralhete que era mal aplicado, ele no fundo percebia o meu lado e sabia que eu tinha razão. Apesar de um pouco surdo, dizia algumas palavras de conforto.
3º Quando estávamos na cozinha, eu à mesa e ele no sofá, por vezes falava baixinho, pequenos desabafos. Eu ouvia, sorria e ele sorria de volta quando percebia que eu tinha ouvido.
4º No último almoço com os meus dois "avôs", ele confessou já ter pedido "muita vez a Deus que me levasse, mas hoje 'tô arrependido". A parte do arrependimento, que me era desconhecida, deixou-me surpresa.

5º O facto de ele nunca ter gostado muito da minha mãe e da expressão dele mudar, quando ela entrava na cozinha onde nós já nos encontravamos.

Montanha de sofrimento


Há cerca de duas semanas, deu entrada nas urgências do hospital, mais um idoso entre tantos outros. Mais um, que após ter feito a inscrição na recepção, entrou para dentro daquelas portas de hospital, mas ali ficou abandonado, em pleno corredor hospitalar.



Só foi atendido cerca de 11h depois, quando a filha que o acompanhava se dirigiu ao segurança e lhe explicou o tempo que estava lá fora sem ter uma notícia sequer do pai.

Resultado: internamento durante cerca de uma semana e foi mandado para casa depois de o médio ter preparado a família para o pior.

Já em "casa", mal come, não anda nem fala. Está ali, sentado no sofá rodeado de almofadas para o manter minimamente direito, cheio de bronquite e se conseguir libertar o que lá tem dentro. Está ali entupido, de pijama (como nunca se apresentava nem que fosse para tomar o pequeno-almoço).

Até observar esta situação, não acreditei. Apesar da pouca proximidade que tenho com ele, sempre o conhecera com grande dificuldade em respirar e com muito bronquite. Quando o meu pai me disse que ele estava mal, sinceramente não liguei. Depois disso, o seu estado tinha melhorado, sorria, falava muito, até pelos netos perguntara.


Mas tudo mudou quando o fui ver. Sentado no sofá, quente - como nunca conseguia estar, costumava brincar a dizer "o meu sangue" é ruim -, olhar cabisbaixo que não levantava sequer quando as pessoas se aproximavam para o cumprimentar. Falar, muito pouco numa voz extremamente rouca, comer duas ou três colheres de sopa eram suficientes para tomar a medicação, caso insistissem deitava tudo fora. Andar, só com uma perna a arrojar.



Foi uma das piores experiências que tenho para contar. Os familiares que estavam presentes só conseguiam falar do pior. O seu estado tinha mudado bastante desde o dia anterior.


Quando julgava que ele estava a olhar para mim, fazia a carantonha que o fazia sorrir, mas nada. Nem quando lhe virei a boina, como de costume, olhou para mim. Apesar de tudo isto, quando questionado acerca da minha identidade respondeu "Sandra". Como lhe era habitual confundir com o da minha prima.

Todos os dias são dias diferentes: ora está bem ora está pior.

Ontem, estava bem: sorria e até andou sem arrastar nenhuma das pernas.
Hoje, está pior.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Na semana que aí vem...

... não vou nem posso desistir, mas vontade não falta.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma espécie de "bad behaviour" mas...

Não, não é plágio (até porque sigo atentamente cada post dos blogues referidos de seguida). É só porque este post com palavras da Sofia e fundo da Kitty Fane refere exactamente o que tem andado nas bocas do meu mundo pequeno e traduz o que vai na minha mente, por isso veio mesmo a calhar. Gosto. Adoro. Venero. E, claro, não podia concordar melhor.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Think about it


Por vezes ponho-me a reflectir. Analiso memórias e emoções nestas vividas e concluo o quão mais fácil tudo era e parecia quando éramos crianças.

O facto de não conhecermos nem entendermos bem a realidade, impede que os momentos sejam vividos com tanta intensidade (pelo menos os piores) e emoção. Impede que uma despedida seja tão difícil e emotiva como ela é.

Quando crescemos é difícil impedir a lágrima no canto do olho e somos obrigados a exibir um sorriso forçado de encorajamento. Ninguém disse que ser “mais crescido” só tinha vantagens. Tudo isto porque meditamos minuciosamente sobre o nosso mundo, a nossa realidade e as nossas acções. Consequentemente, vivemos os momentos com mais emoções e sensibilidade.

Tudo por culpa dos bastidores das “cenas”, por conhecermos bem todos os cenários e actores que constituem, afinal, o nosso palco. A nossa peça de teatro que não e nada mais nada menos que a nossa vida.
Think about it

domingo, 11 de julho de 2010

Impulso



Correcto ou não, não consigo deixar de o fazer! É mais forte que eu. Selfish, eu sei que sou. Mas a verdade e que apareceste sem aviso prévio e deixaste uma marca tão inesperada. Aiiii! Não está certo! Não era suposto perdurares na minha mente tão continuamente. Não era! E agora?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

I wish I was brave enough to tell/ask you a few things...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Há pessoas que não passam um dia sem...


-me por a tremer, só de se aproximarem de mim
- pôr palavras na boca das outras pessoas
- me obrigar a derramar uma lágrima
-ralhar

- apontar o dedo

- tentar compreender o outro lado


- levar a delas sempre avante


- ouvir ou admitir que tenho razão!