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sábado, 4 de junho de 2011

Reencontros



Voltei um pouco às minhas origens. Não, não voltei à terrinha (ainda nem sai dela), mas voltei ao Colégio onde cresci, aprendi e fiz muitos amigos.



Encontrei os funcionários habituais, os putos que hoje quase são maiores que eu e que estão bem giros e, reencontrei também professores. Tal e qual como quando os vi pela primeira vez, uns no 5ºano, outros no 7º ano, mas hoje com mais um ou outro pequeno à volta das saias da mãe a pedir, carinhosamente, pipocas.


Mas aquela que me chamou mais à atenção foi a Prof., ou melhor antiga Prof. A. P.. Com o visual e estilo igualzinho, continua como sempre. Apesar da idade, contiua com óptimo aspecto. Esta antiga professora de Francês já conta com bem mais de 60anos.


Relembrei os velhos tempos em qua a Sra era acompanhada todos os dias pelo marido que a levava a escola naquele carro amarelo. Depois, lembrei-me daquela aula, em que a última fila de carteiras, onde eu me encontrava, devorou um pacote inteirinho de bolachas de canela ou maria que tinham sobrado da comemoração da lição 100.


E da aquela aula em que eu não prestava a mínima atenção, apenas a passei a trocar papelinhos com já nem me lembro quem. Só sei que não era a única, e como os outros deram muito mais nas vistas o que levou a que a prof dissesse "Parem de trocar papelinhos. Ao menos podiam disfarçar como a lua". Então eu pensei ups.


Mais de 5anos depois da última aula com ela, ainda me reconheceu :)



Bons velhos tempos.


Coincidência ou não, passa na rádio uma das músicas mais badaladas da altura e uma das minhas preferidas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Pequena Grande imaginação #2


“A Primavera”

Era uma vez uma menina chamada Primavera. Ela era menina que decidiu ser uma estação do ano quando fosse grande.
Hoje, tem vinte e cinco anos e é uma das mais belas e coloridas estações do ano. Ela quando chega põe as árvores dos bosques com flores e as flores dos jardins abrem as suas “carolas” coloridas para ver o sol magnífico. Também visita os passarinhos nos seus ninhos.
A Primavera e o resto das estações do ano (o Verão, o Outono e o Inverno) escondiam-se nos bosques. O esconderijo da Primavera era entre as flores e as árvores.
Ela tinha pena de se a única rapariga nas estações do ano, mas gostava muito dos seus amigos.
Composição do teste de Português de 6º ano (Março de 2005)
Comentário/Razão para esta composição ser publicada:
«Sara Alexandra Lopes Freitas. Este nome ficar-me-á para sempre na memória, por vários motivos. Um deles é esta composição.
Ainda me lembro bem no dia em que recebemos este teste. Fizemos a correcção do teste no caderno como já vinha sendo hábito desde que tínhamos ingressado no 5º ano e quando chegou à parte da composição, a professora Cristina Ferreira agarrou num dos seus post-its e disse ”Ora, vamos ouvir algumas composições. Vamos começar pela melhor que foi … a da Sara!”.
Nisto quando ela começa a ler eu fiquei muito surpreendida. Não me entrava na cabeça como é que era possível alguém pensar nas estações do ano nesta perspectiva! Quem é que se ia lembrar que a única estação do ano “feminina” é a Primavera? Só mesmo a Sara e os seus pensamentos de jerico. Revelou a grande imaginação que esta rapariga tem e que tem mantido sempre.
Desde aí até ao 9º ano, as composições dela passaram a ser sempre das melhores…
E isto tem uma razão de ser. Porque lá no seu mais profundo ser, está uma pessoa sonhadora que imagina contos de fadas e que anseia vive-los. Que imagina, como muita gente, o dia em que o mundo será utópico e que viveremos todos em paz. Infelizmente, nada nem ninguém sabe quando esse dia chegará e se alguma vez irá chegar. Porque neste mundo há muitos conflitos de interesses e cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Estamos sujeitos a viver com o que o destino nos dá.» Daniela Sousa

domingo, 1 de novembro de 2009

Pequena Grande imaginação #1


Porque há pessoas que ficavam fascinadas com a minha criatividade quando tinha apenas 12 anos, decidi procurá-los e publicá-los. Porque é bom recordar os elogios vindos da stôra "Tininha" que gostou bastante deste e à custa disso os meus colegas de turma ouviram "um ralhete" por causa da falta de imaginação deles (coitados, não tinham a culpa!).



“ A Família Plátano”
Era uma vez um senhor chamado Plátano que tinha uma mulher chamada Azinheira. Eles estavam casados há cinco anos e tinham três filhos: o João Caule, a Inês Folha a e Maria Flor.

Viviam numa quinta e tinham muitos animais: dois porcos, uma vaca, três pombos e duas pombas, cinco gatos, um cão pastor, duas ovelhas e o Zé pardal.


Eles tinham uma amiga nuvem que os avisava como ia estar o tempo no dia seguinte. Essa nuvem chama-se Mimi.

A família Plátano estava muito feliz, pois a Maria Flor tinha casado com o Manuel Fruto e estavam à espera de uma filha.

Passaram quatro meses…

Eis um bebé na quinta com o nome de Sofia Semente.

Ao fim de dois anos, o senhor Plátano e a senhora Azinheira tinham cinco netos. Estavam muito felizes.

Composição do teste de Português de 6º ano (6 de Maio de 2005)