terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Poderes mágicos

( Quem é que não se lembra da minha fada do 6ºano? ahah)


Gostava de ter poderes mágicos. Não como as personagens dos contos de fada que os usam para voar ou para transformar coisas em pessoas ou vice-versa, mas para poder algo tão simples como sorrir. Porque sorrir é o melhor cura para todos os males.
Eu sei, eu sei que não é fácil sorrir perante todos os problemas que estão presentes na nossa sociedade actual como o desemprego ou as guerras. Pior que estes que referi são aqueles que não dependem directamente de nós como a violência, violações ou mesmo maus tratos. Quando todos lhes apontamos o dedo e dizemos “Podias ter evitado. Podias ter-lhe feito frente. Podias… Podias…”.

A verdade é que não podia. Há coisas que por mais que tentemos fazer-lhe frente e tentar evitá-las não conseguimos. Simplesmente têm de acontecer e acontecem. A única solução é mesmo seguir em frente ou pelo menos tentar. E é na parte de seguir em frente e de dar mais um passo na nossa vida que entram os poderes mágicos. Eles possibilitariam-me dizer as palavras certas no momento certo. Aquelas que transmitissem aconchego e que me dariam a certeza que ficavas bem. As mesma que punham o teu belo sorriso exposto só para mim e que te dariam uma noite calma e tranquila. Os mesmos poderes mágicos que me dariam a possibilidade de estar onde não estou mas queria estar.


Ainda sem os poderes mágicos (pode ser que no futuro, quem sabe, os tenha) tento ajudar o possível e quase o impossível para ver felizes as pessoas de quem gosto e que também elas me fazem feliz.

(special answer)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

19 de Junho de 2009

«Quem falar com ela sem a conhecer tem dois ou três pensamentos instantâneos, mais rápidos que os próprios pudins Flan: “que mulher simpática” ou “não m importava de ter uma mãe assim” ou até mesmo “lá em casa deve ser divertido”. Acho que todos nós já desejámos ter nascido noutro país, noutra terra ou mesmo noutra família.

Pois, há quem goste de marcar a diferença…

Não é que a pessoa em causa não seja simpática, até é para a maioria dos desconhecidos. Talvez o metabolismo do organismo dela não dê para mais. Talvez se farte de conviver com as mesmas pessoas durante vários anos. Espero que não vire epidemia!
A minha grande preocupação é aquela parte do “quem sai aos seus não degenera”. O meu receio é, nem mais nem menos, ficar como ela. É estranho, mas é verdade. Não quero. Quero ser muito melhor. Conseguir abrir as asas e aconchegar os meus pintainhos todinhos sem deixar o pintainho feio de fora. Ser capaz de repartir o meu calor humano de mãe galinha sem os diferenciar. Essencialmente ser real e não um cartoon que se molda conforme a tira que ocupa na sua BD.»


Texto com lacunas

domingo, 8 de novembro de 2009

Pequena Grande imaginação #2


“A Primavera”

Era uma vez uma menina chamada Primavera. Ela era menina que decidiu ser uma estação do ano quando fosse grande.
Hoje, tem vinte e cinco anos e é uma das mais belas e coloridas estações do ano. Ela quando chega põe as árvores dos bosques com flores e as flores dos jardins abrem as suas “carolas” coloridas para ver o sol magnífico. Também visita os passarinhos nos seus ninhos.
A Primavera e o resto das estações do ano (o Verão, o Outono e o Inverno) escondiam-se nos bosques. O esconderijo da Primavera era entre as flores e as árvores.
Ela tinha pena de se a única rapariga nas estações do ano, mas gostava muito dos seus amigos.
Composição do teste de Português de 6º ano (Março de 2005)
Comentário/Razão para esta composição ser publicada:
«Sara Alexandra Lopes Freitas. Este nome ficar-me-á para sempre na memória, por vários motivos. Um deles é esta composição.
Ainda me lembro bem no dia em que recebemos este teste. Fizemos a correcção do teste no caderno como já vinha sendo hábito desde que tínhamos ingressado no 5º ano e quando chegou à parte da composição, a professora Cristina Ferreira agarrou num dos seus post-its e disse ”Ora, vamos ouvir algumas composições. Vamos começar pela melhor que foi … a da Sara!”.
Nisto quando ela começa a ler eu fiquei muito surpreendida. Não me entrava na cabeça como é que era possível alguém pensar nas estações do ano nesta perspectiva! Quem é que se ia lembrar que a única estação do ano “feminina” é a Primavera? Só mesmo a Sara e os seus pensamentos de jerico. Revelou a grande imaginação que esta rapariga tem e que tem mantido sempre.
Desde aí até ao 9º ano, as composições dela passaram a ser sempre das melhores…
E isto tem uma razão de ser. Porque lá no seu mais profundo ser, está uma pessoa sonhadora que imagina contos de fadas e que anseia vive-los. Que imagina, como muita gente, o dia em que o mundo será utópico e que viveremos todos em paz. Infelizmente, nada nem ninguém sabe quando esse dia chegará e se alguma vez irá chegar. Porque neste mundo há muitos conflitos de interesses e cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Estamos sujeitos a viver com o que o destino nos dá.» Daniela Sousa

domingo, 1 de novembro de 2009

Pequena Grande imaginação #1


Porque há pessoas que ficavam fascinadas com a minha criatividade quando tinha apenas 12 anos, decidi procurá-los e publicá-los. Porque é bom recordar os elogios vindos da stôra "Tininha" que gostou bastante deste e à custa disso os meus colegas de turma ouviram "um ralhete" por causa da falta de imaginação deles (coitados, não tinham a culpa!).



“ A Família Plátano”
Era uma vez um senhor chamado Plátano que tinha uma mulher chamada Azinheira. Eles estavam casados há cinco anos e tinham três filhos: o João Caule, a Inês Folha a e Maria Flor.

Viviam numa quinta e tinham muitos animais: dois porcos, uma vaca, três pombos e duas pombas, cinco gatos, um cão pastor, duas ovelhas e o Zé pardal.


Eles tinham uma amiga nuvem que os avisava como ia estar o tempo no dia seguinte. Essa nuvem chama-se Mimi.

A família Plátano estava muito feliz, pois a Maria Flor tinha casado com o Manuel Fruto e estavam à espera de uma filha.

Passaram quatro meses…

Eis um bebé na quinta com o nome de Sofia Semente.

Ao fim de dois anos, o senhor Plátano e a senhora Azinheira tinham cinco netos. Estavam muito felizes.

Composição do teste de Português de 6º ano (6 de Maio de 2005)

sábado, 31 de outubro de 2009

Um pequeno gesto

E se, de repente, virássemos todos crianças novamente? Se as pessoas tivessem de nos conquistar de novo, dia após dia, como se fosse a primeira vez que estávamos juntos? Como se começássemos do zero. Qual seria o resultado? Felicidade permanente ou instantânea? Um sorriso rasgado ou uma lágrima no canto do olho?

Agora que temos consciência do que é a felicidade e já temos alguma experiência de vida sabemos o quanto as pessoas nos podem desiludir. Assim será que nos deixaríamos enganar over and over again? As crianças não têm a capacidade de ser selectivas a informação que ouvem (daí que de vez em quando digam coisas que na realidade não queriam). Elas sim, esquecem. Queria ser como elas. Conseguir apagar coisas menos boas da minha memória. Queria conseguir olhar para uma pessoa e lidar com ela com indiferença. Esquecer todo o mal que ela me fez. Se conseguíssemos voltar a ser crianças, seriamos muito mais críticos tanto com nós próprios como com os outros.

Mas afinal o que descobríamos? Qual seria a conclusão a que chegávamos? Que tudo isto é impossível. Que as pessoas que hoje nos conquistam, amanhã nos desiludem. Que hoje podemos estar mais felizes que amanhã. Que temos de aproveitar todos os momentos como se fossem o último (porque o destino traz-nos coisas boas mas também más e troca-nos as voltas vezes sem conta sem pedir). Que hoje podemos não passar de uns egoístas e materialistas mas que ao longo do tempo aprendemos a dar valor às pequenas coisas, às coisas simples. Porque a vida é feita delas. Ainda que seja um simples sorriso de uma criança que nos é querida. É por isso que as crianças nos ensinam muito. Aprendemos a valorizar o gesto delas, por mais pequeno e insignificante que este pareça. Desperta-nos sentidos que nós próprios desconhecemos.


Inspiração: a minha Maria Clara

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O tempo é o melhor conselheiro


Quando a felicidade está no seu auge e pensamos que se melhorar estraga e que não queremos que nada mude, acontece algo que deita tudo por terra. Somos sujeitos a uma prova de fogo. Os sorrisos dão lugar às lágrimas, os suspiros de felicidade dão lugar à enorme vontade de partir, sem rumo, apenas partir para fugir a tudo o que nos traz lembranças de um passado brilhante. Infelizmente muitas vezes isso não é possível, somos obrigados a enfrentar dia após dia o pequeno pedaço de vida que queríamos apagar da “caixinha das memórias”.

Passam dias e dias em que nos olhamos ao espelho e pensamos: “não vales nada”. Porque o sofrimento deita abaixo tudo o que nós somos e deixamos de achar que vale a pena andarmos neste mundo. Um pedaço de nós hiberna, adormece, morre. Mudamos em parte algumas das nossas opiniões e até mesmo a maneira de ser. Mas lá no fundo somos as mesmas pessoas. Somos pessoas com uma maneira de ser e uma personalidade que ninguém imagina que temos. Muitos chegam a ter uma ideia errada a nosso respeito. E às vezes nem mesmo os mais próximos têm noção daquilo que nós somos de verdade.

O tempo não pára, não retrocede nem avança mais rápido, passa a um ritmo constante. Chega a um certo ponto que começamos a ganhar raiva a nós próprios por sermos fracos e por não conseguirmos virar esta página no livro da nossa vida que tantas feridas deixou. Achamos que nunca iremos conseguir ultrapassar tudo o que estamos a passar. Temos apenas e só uma coisa em mente: quero voltar ao que era. Felizmente existe uma coisa chamada “tempo”. Este elucida-nos a mente.

Damos muitos passos para trás mas esses passos são compensados com grandes pulos em frente, em direcção à luz. E um dia, sem sabermos como nem porquê, um pequeno acontecimento, como mais um ano nas nossas vidas, juntamente com outros anteriores e posteriores, fazem-nos perceber que tanta desilusão e sofrimento foi o destino a testar-nos e a fazer-nos perceber que venha o que vier havemos de ter sempre garra para dar pulos em frente.

Finalmente podemos respirar fundo e sentir que vale a pena viver e aproveitar as coisas boas que o destino tem reservado para nós. E como já dizia o provérbio “vão-se os anéis e ficam-se os dedos” e no final de contas percebemos que afinal as grandes amizades, aquelas que estiveram lá sempre, que gostam de nós tal e qual como nós somos e que nos apoiaram incondicionalmente, valem mais e são muito superiores a todas as outras coisas que vêm e vão.



Daniela Ribeiro Sousa
28/Out./09

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Instituto & sacrificios Parte II


Tive de esperar 2 meses até saber o tão esperado resultado. Os dias não passavam. Cada vez que me lembrava começava a chorar. Estava tudo menos segura do que tinha feito. Tinha medo de ter gasto mais de 150€ em vão, ia-me sentir muito mal mesmo.

Até que no início de Agosto, o telefone tocou... Era a teacher "the results had come out". "Ai meu Deus" pensei eu.

A voz dela parecia triste, desiludida. Essa voz disse-me "Oh S..." e eu disse "I failed!". Primeiro ainda disse que sim, mas pouco tempo depois antes de eu morrer de coração ela disse "Não chumbaste nada! 'Tás a brincar? Claro que não chumbaste". Ia explodindo de alegria.

As presenças nas aulas (ainda que quase a dormir por causa do cansaço), ficar em casa em vez de me estar a divertir com os amigos, o levantar ao sábado de manhã cedo... Tudo isto valeu a pena.

Que estranha sensação de dever cumprido quando, finalmente, me é entregue o certificado que me dá um pequeno sorriso ao meu currículo.
Isto só prova que só com muitos exercícios, excesso de trabalhos de casa e sacrifícios e que conseguimos alcançar os nossos objectivos. Ainda nem acredito que todos os sacrifícios valeram a pena :D

Instituto & sacrificios Parte I

Há cerca de 6anos atrás comecei a frequentar o chamado Instituto de Inglês. Sentia-me insegura por começar a estudar uma língua estrangeira tão diferente da minha.

A partir daí, 2 vezes por semana, depois de um dia de aulas lá ia eu ter mais uma hora extra de Inglês. Ao início achava graça, conheci pessoas novas ( que hoje em dia fazem parte do meu circulo de amigos) e as aulas eram divertidas. Contudo, à medida que os anos foram passando, os meus interesses foram mudando e começava a achar que afinal inglês não era assim tão difícil e que me conseguia "desenrascar" sozinha. Ainda assim, continuei a frequentar as aulas, ano após ano. Já fazia parte da rotina.

Até que o ano passado a exigência subiu a fasquia. Para além de ser 2 vezes por semana como de costume, uma delas seria ao Sábado. "Eina! não acredito! No único dia em que eu podia dormir até mais tarde, vou ter de me levantar as 8h da matina". Óbvio que a ideia não agrada a nenhum adolescente, ainda para mais que acabava de entrar no ensino secundário. Mas depois pensei: "Caramba! Há tantos anos que ando a caminhar para aqui e agora vou desistir? Estou a apenas 10s de conseguir obter uma medalha de bronze e vou deixar que os outros concorrentes me passem a frente?" Então depois de muito pensar cheguei a conclusão que era apenas mais um ano. Que horror ter 3h de inglês a um sábado de manhã e ainda levar montes de trabalhos de casa.

Quantas vezes depois do despertador tocar, inventava uma desculpa para mim própria como forma a faltar à aula e ficar na cama quentinha mais uma horinha? Muitas! Então no inverno, muito pior.

Quantas vezes à 6a feira a noite ainda estava a fazer os trabalhos de casa até às tantas (tenho uma amiga que se levanta as 5h da manha para os fazer antes da aula)? E logo naquelas 6as do festival da canção da minha escola e nas noites dos melhores filmes em que todos os meus amigos iam. O que é que eu estava a fazer e onde? Fácil, em casa a fazer tpc's para o instituto.

No final do ano, com uma média pouco segura, decidi arriscar e ir a exame (também porque o Xico sempre acreditou em mim). Lá fui eu um fim-de-semana em Junho para Coimbra resolver o bichinho. Era fácil, mas não o soube aproveitar.

sábado, 10 de outubro de 2009

Provas de amor

carrega na imagem para ver melhor

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Por vezes, quando acompanhados na rua ou num lugar público, cruzamo-nos por pessoas indesejadas naquele momento.

Ou porque estão acompanhadas por pessoas que não é agradável interromper (sempre a minha mania de arranjar problemas onde eles não existem) ou porque, simplesmente não tenho vontade de falar com ela ou reconhece-las.

Como é que me desembaraço?
Fácil. Sinto uma enorme necessidade de arranjar um tema de conversa (ou mesmo um sítio onde me possa distrair do mundo que gira a minha volta porque é horrível sentirmo-nos observados), para discutir com quem me acompanha, para evitar conversas inconvenientes e os típicos cumprimentos.

Devo confessar que a táctica nem sempre resulta e que consigo deixar os meus colegas a pensar “Hã? O que é que disseste?”. Agora já sabem a origem das conversas completamente inoportunas.

sábado, 12 de setembro de 2009

Chama-se poupar


Antes:



Depois:


quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Calções milagrosos

Para saídas de casa inesperadas, uma pessoa tem um curto espaço de tempo para pensar em levar o necessário. E quando nos trocam as voltas? Fantástico!

Por exemplo, há dias fui passear com uns familiares e como não "lhes" apeteceu levar-me de volta a casa, pernoitei em casa deles. Assim, no dia seguinte, fui as compras para vestir roupinha lavada. Encontrei uns calções curtos engraçados. Decidi experimentar.

Depois de vestidos, devo dizer que fiquei espantada ao olhar a etiqueta e ver que o tamanho era 40, pois apesar de serem um bocadinho largos na cintura, ficavam lindamente na perna.
Mas a verdade é que com os ditos calções me sinto lindamente e ainda mais magra.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coment a "Chorar"


Um dos piores choros é quando não conseguimos decifrar a sua origem ou até mesmo entende-la. Quando é difícil explicar a razão ou quando não a dizemos por vergonha, ou, até mesmo porque sabemos que a pessoa que está ali não ai entender e que se calhar até vai desconfiar do que estamos a dizer. Chorar silenciosamente. Sim, todos sabem que não se deve fazer, mas como sempre ouvi dizer que o fruto, neste caso que era proibido, é o mais apetecido. Arrisco a dizer que todos o fazem. Todos choramos tendo apenas o nosso coração como ouvinte, pondo os nossos neurónios ofegantes e completamente descontrolados com tantos impulsos eléctricos inesperados. Uma sensação que ninguém gosta de viver. Sofrer.


Afinal desde muito novos que choramos de alegria ou mesmo para dar um presentinho a mamã.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Rapazes #2

E não é que eles entre eles são uns amores?

Ah pois é minhas queridas, fiquem sabendo que os futuros Homens da nossa geração ( talvez nunca o cheguem a ser) são facílimos de comprar, piores que as mulheres sem dúvida alguma. Basta virar-mos as costas por um momento que já conseguiram passar a informação que pretendiam. Depois o outro ainda vem com a conversa "consigo sempre o que quero". Conseguias! Porque daqui não levas nada.

domingo, 5 de julho de 2009

Rapazes

Porque é que os rapazes só abrem os olhos para a beleza, ou suposta beleza, de uma rapariga depois de terem consumido alguns pares de imperiais?

Discretos?
Esse adjectivo não se adequa a eles. Usam todos os mesmos métodos.

Bom ou mau?
Bom, assim podemos preparar-nos para os enfrentar e dar-lhe uma grande tampa se for esse o caso.
Começam a "picar" com ela e acabam a noite a pedir-lhe o número.

Ainda bem que a noite acabou mais cedo para ele.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Fim de tarde...

O pai diz para o filho:
"Já viste esta pinha da pinheira com pinhões?"

domingo, 21 de junho de 2009

Perfeição

Será que tenho tudo o que mereço ou, por outra, mereço tudo o que tenho?

Sempre achei que merecia mais. Contudo, a vida nem sempre nos compensa, pelo menos em tempo real. “Cada um tem o que merece”. Será mesmo? Quase sempre o dia nasce soalheiro, mas alguém consegue trocar-me as voltas e arranja maneira de pôr o céu enublado. Nunca nada está suficientemente brilhante e cuidado. O único pensamento positivo com que consigo enganar o meu ego é transmitir-lhe que tomara muitos ter alguém como eu a seu lado para me “aturar”.

domingo, 14 de junho de 2009

Anjo? Nem vê-lo!


Achei possível que um anjo se tivesse cruzado no meu caminho para me proteger. Mas com o tempo a passar, reflecti melhor sobre o assunto e chego a conclusão que afinal não o és.


Talvez o tivesses sido. Por um instante… Ou por outra, talvez não… Foste apenas uma frecha que deixou entrar um pedacinho de luz quando fui obrigada a entrar num túnel onde eu não queria. Para além de não quer ir sozinha, tinha pesadelos com os animais da escuridão com quem me iria cruzar, de certeza.


A meio do túnel, pensei mesmo que o meu coração acelerava sempre que passava por esse meu anjo imaginário. Hoje tenho a certeza que não. Foi apenas uma ilusão... Agora quase no fim desta caminhada ao longo do túnel, encontro um fósforo para poder acender uma vela. O pior de tudo é o tamanho da chama. Sim, porque com a falta de oxigénio, esta não vai aguentar por muito tempo.


Mas, apesar de todas as condições, esta pequena e inesperada chama foi o suficiente para me alegrar os próximos dias e me permitir acabar a caminhada com menos receio.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Recta final..


O mais comum nestes dias é ouvir "Eina! Já estás quase de férias!" e eu respondo "Ainda falta tanto tempo!" Não é que falte tanto tempo em questão de dias, carga horária, contudo estes são os mais difíceis de passar. É só tarefas por todo o lado: trabalhos, apresentações, testes intermédios e não esquecer os trabalhos de casa. Acordamos na segunda a ansiar pela sexta-feira para podermos aliviar...

E quando chega o fim do dia é com um "Finalmente!" no pensamento... Olhamos para o calendário - que agora é tudo menos nosso amigo - e dizemos "Eina pois é! Nunca mais me lembrei!". Este é o nosso prato do dia. Ao almoço. Ao jantar.

Já não andamos como o habitual. Agora rastejamos. Lentameeeennteeeeeee! Tudo muito lentamente como se fossemos lesmas em ponto grande e muito desenvolvidas. Já ninguém diz coisas com coisa.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Passado que teima em ser lembrado

Não fui eu, a sério que não fui. Já estavas arrumadinho numa daquelas caixinhas quadradas compradas com muito carinho, com uma etiqueta que dizia "Amor". Uma das poucas aventuras nesse planeta. Estava praticamente ultrapassado, quando o assunto voltou à baila sobre ti.

Desde aí, não me tens dado descanso e não me deixas dormir. Ou se deixas, teimas em quebrar as barreiras do meu subconsciente, pressionando a segurança a deixar-te entrar num espaço que já não é teu... Naquele lugar onde ainda posso ser feliz, ainda que seja apenas por breves momentos enquanto repouso e tento recarregar baterias para um novo dia.

Mas tu, ignoraste a segurança e avançaste deixando a caixinha aberta e completamente desarrumada e confusa. Num desses dias, sou feliz contigo. No outro és tu feliz com a outra. Mas o que é isto? Parece mesmo o que estava a passar há um ano atrás! Aí, passei cerca de dois meses a cantarolar pelos cantos a tentar concorrer contra os passarinhos primaveris acabados de chegar. (Acho que cheguei mesmo a mandar alguns para o veterinário com dor de ouvidos ou lá o que eles têm.) Estivemos juntos um só final de tarde, que nos dias seguintes me deixou completamente "à nora". Não sabia o que ia acontecer nos próximos dias e tinha algum receio misturado com ansiedade, claro. Pediste-me para não contar e para não esquecer. Dois pedidos num só que entre os dois que, para mim, são tudo menos compatíveis. Ou pelo menos não foram.

Ultrapassei o que aconteceu e, mais tarde, descobri que tinhas voltado para ela. Nunca te critiquei por isso, porque sabia e sei que era lá teu lugar. Só me fez confusão o facto de nunca mais teres respondido a um simples sms, como se houvesse factos que te tinha escondido e que tinhas descoberto ou como se tivesses chateado comigo por alguma coisa. Negas qualquer uma destas razões.

Então porque não me dás a verdadeira (se é que ela existe)? Sempre fui daquelas pessoas que se interessou por conscienciologia ou, por outra, compreender aquilo que sonho enquanto durmo e tentar estabelecer uma ligação com o presente, se é que isso é possível.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Bem, hoje está tudo menos um dia de Primavera: a chuva não cai, o Sol
teima em não espreitar e as nuvens, bem essas marcam presença no céu que era
azul antes destas decidirem aparecer. Agora está cinzento...

Assim podia estar eu hoje, sem um sorriso manhoso na cara. Afinal, e apesar de estar de férias,
é sempre a mesma rotina: levantar tarde a horas para almoçar, ver
televisão, msn... Enfim! Tudo o que um jovem moderno faz.

Mas não. Não estou. Este tempo assim dá cabo do estado de espírito de qualquer um, mas hoje consigo fazer parte das (raras) excepções. Quando se
preparamos para uma girls night and party claro, temos de estar contentes e ansiosas, como é óvio, diria ele.

Vamos conseguir com que ela se lembre dos seus 16 anos durante mito tempo cheio de coisinhas boas. Só o facto de estarmos todas juntas vai ser muito bom e claro temos uma wild night prometida. Vamos aproveitar ao máximo!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Horóscopo #1


“A vida transforma-se numa festa quando sabes desfrutar das coisas normais de cada dia.”Talvez tenha de aprender a relaxar, talvez tenha de aprender a… respirar. Imprima suavidade à sua existência. (Vera Xavier)

Será que não sei aproveitar as pequenas coisas? E logo eu, tão sentimentalista, tudo ao pormenor! Sim é verdade, ultimamente faço quase tudo menos relaxar e sorrir. Diria que estou na Lua (S)

domingo, 8 de março de 2009

A vida num filme # 1

A vida é um filme de longa duração para uns, para outros nem tanto... Neste filme acontece tudo, até o que nos parece ao início impossível. Por vezes juramos, prometemos um futuro comum cheio de sonhos e momentos de alegria. No entanto, o destino troca-nos as voltas e põe em questão tudo o que nos foi dito. Sonho a sonho. Palavra a palavra. Letra a letra.

Seguem-se as perguntas mais que memorizadas na nossa mente: "Ele mentiu-me! Será que alguma vez foi sincero comigo? De certeza que já pensava nela!" É tudo uma incerteza, tudo parece bater certo. O que nós não pensamos (ou não queremos pensar) é o que dissemos aquilo porque era o mais correcto na altura, naquele momento. Era a nossa vontade continuar a alimentar e cumprir os sonhos arquitectados em conjunto.

Mas, como o destino foi mais forte que nós e não o conseguimos impedir, caímos num buraco bem fundo. Negro. Apesar de todos nos estenderem as mãos, parece impossível conseguir sair do buraco. Demoramos semanas e semanas a conseguir trepar o enorme buraco em que caímos. Pouco a pouco, de dia para dia conseguimos ir trepando muito devagar para não voltarmos a cair. Como se não conhecemos bem a Terra que estamos a trepar...

O que é certo é que algum dia havemos de chegar ao topo do buraco, depois de muito esforço tanto nosso como das pessoas que nos estenderam as mãos. Apercebemo-nos então que o esforço valeu a pena e sem as mãos que nos foram estendidas seria muito mais difícil trepar o raio do buraco que pareceu um poço demasiado fundo para o conseguirmos ultrapassar. Esse dia há-de chegar entretanto. Porque as mãos jamais serão encolhidas!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Há coisas que nao se explicam!





Como é que uma pessoa se despede de outra numa conversa normal? Que acham?
Resposta: Se forem 2 mulheres: "tchau" para ali e "beijos" para acolá.
Se for uma mulher e um homem os "tchau" e "beijos"
Mas e se for 2 homens? Talvez "xau" e "passe bem" ou "passou bem" ou até mesmo "aperto de mão"·

sábado, 17 de janeiro de 2009

M&M's: Merece destaque!




"Quando nos conhecemos não fazíamos ideia da amizade que iria crescer entre as 4... Ninguém imagina o que passamos juntas este último ano foi o melhor, foi espectacular, tudo o que passamos, as maluquices, as coscuvilhices, cada uma diferente e cada uma com mais pancada que a outra.
São aquelas amigas que estão sempre presente, que sempre me apoiaram independentemente das minhas decisões ou escolhas. Podemos dizer que são amigas para toda a vida, SIM, são mesmo amigas que nunca vou esquecer, permanecerão sempre e infinitamente no meu coração independentemente do que aconteça...
Agora cada uma tomou um rumo diferente...houve uma pequena separação entre as 4, quer dizer não estamos juntas fisicamente, mas permanecem no meu coração como já disse...Eu e a Tiz cá, a Freitas e a Nelokas lá...Apesar de tudo continuamos melhores amigas e assim sendo as M&Ms, não tenho duvidas disso... Tentamos marcar encontros i quando estamos juntas, ninguém nos consegue parar!
Bem o que interessa é que mesmo longe a nossa amizade supera tudo...Por tudo que já passamos. ADORO-AS " (Anolitas)

"Agora vamos atravessar uma fase nova em que temos de unir forças para combater a imensidão do CEF! i as saudades das outras M&M's... Espero que atravesses mais fases em que esse teu magnífico sorriso se vá por instantes porque significa que estas a viver a vida... Mas também espero, ou melhor, quero que ele volte rapidamente i com a minha ajuda! Sim, porque eu estarei sempre a teu lado! Não quero ser só uma companheira para as maluquices mas também para as tristezas, para as alegrias, para as cusquices... Até porque sem cusquices nos não sobrevivemos! " (Tiz)


Nós somos mesmo assim: solidárias umas com as outras quando necessário e somos muito felizes as 4 juntinhas...
Elas são uma grande parte de mim e sou muito feliz com elas...
Porque são elas que me fazem sonhar! Unidas substituímos as lágrimas por sorrisos, a tristeza pela alegria e a monotonia com as cusquices! Hihih

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

" I'm (finally) back! "


Ja não me lembrava de como era quando me sentia assim:
não apenas a sorrir, mas também a rir;
não apenas a andar, mas gostar de andar;
não apenas a estar com companhia, mas a fazer companhia.
É (tão) bom estar de volta!
Reencontrei o meu velho EU que tinha ficado congelado no tempo.

"Não há melhor definição"


Hoje enquanto estava com o meu grupo de amigos habitual, seguimos o ritual de todas as sextas-feiras (quando o tempo o permite): jardim. Pelo caminho, um deles comprou a sua revista como habitualmente e lemo-la no banquinho de jardim ao sol... Nesta edição falava da mulher ideal (por causa de ser um novo ano) de acordo com o respectivo signo. Eis o que dizia em relação à minha pessoa (Peixes):

" A nativa do signo peixes vive a sua vida assente na procura do grande amor. O seu coração é muito sensível e mesmo no dia-a-dia tem tendência para ser idealista e sonhadora. Não gosta de se sentir pressionada a assumir responsabilidades e procura instintivamente ser protegida pelos que a rodeiam. É naturalmente intuitiva e cria sempre uma atmosfera mágica à sua volta. O amor é o grande motor da sua vida, e precisa de se sentir amada para ser feliz. Viver um romance de conto de fadas é, para ela, a maior felicidade que pode ambicionar."

Não podia estar mais de acordo com este artigo! Tudo aquilo aqui descrito é verdade: sou uma sonhadora.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Duvido

O mundo é feito de dúvidas e incertezas constantes. A partir do momento em que nascemos os pais interrogam-se "Joana ou Sofia?". Uma de muitas dúvidas durante a vida.
Depois há o tipo de questões do género das questões filosóficas "Estou bonita?" ou mesmo "Sou assim tão má?". Questões que devido a sua relatividade e diferentes personalidades, as respostas são sempre diferentes! O que por vezes dificulta a nossa vida um bocadinho enorme diria eu. Estas respostas são digamos que combustíveis importantes para o nível de auto estima e de confiança.
Hoje faço o que me parece certo. Amanhã olho para o que fiz e penso nas mais variadas formas que poderia ter feito.
Olho-me ao espelho e penso "Até estou bonita" mais tarde olho-me novamente. "Nem por isso! Que cara, meu Deus!"

Algumas pessoas nascem belas outras nem tanto.
Sou bonita, nem por isso!
Inteligente?
Não! Às vezes tenho uns momentos de lucidez :D

(Imagem a pensar na Tiz, claro)