E é isso que vou guardar.
2º Quando eu levava um ralhete que era mal aplicado, ele no fundo percebia o meu lado e sabia que eu tinha razão. Apesar de um pouco surdo, dizia algumas palavras de conforto.
3º Quando estávamos na cozinha, eu à mesa e ele no sofá, por vezes falava baixinho, pequenos desabafos. Eu ouvia, sorria e ele sorria de volta quando percebia que eu tinha ouvido.
4º No último almoço com os meus dois "avôs", ele confessou já ter pedido "muita vez a Deus que me levasse, mas hoje 'tô arrependido". A parte do arrependimento, que me era desconhecida, deixou-me surpresa.
5º O facto de ele nunca ter gostado muito da minha mãe e da expressão dele mudar, quando ela entrava na cozinha onde nós já nos encontravamos.

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