Muitos, aqueles que não sabem do que falam, consideram uma vida fácil, mas não o é, de todo! Acordar ao primeiro raio de sol, cavar até ele se pôr. Trabalhar quando todos os outros estão de férias... Tudo isso faz parte da vida de um camponês.
Lugar de histórias antigas e tradições com sítios que poucos conhecem e exploram. As minas de carvão, a ponte romana, o forno antigo, a torre da igreja e, especialmente, o barreiro. O barreiro onde muitos viram e respiraram pela última vez. Talvez por isso seja um dos sítios mais calmos e bonitos, isolado da população. Onde o olhar se perde no reflexo da luz solar naquelas águas traiçoeiras.
Na aldeia onde eu nasci, todos se conhecem e todos respondem ao "Ó Ti'Maria" e ao "Ó Ti Manel".
Na aldeia onde eu nasci, ouve-se gente a pedir "áuga" em vez de água.
Na aldeia onde eu nasci, dizemos bom dia a quem passa na estrada a pé ou de bicicleta.
Na aldeia onde eu nasci, a vizinha bate-nos à porta para pedir um quilo de sal que se esqueceu de comprar.
Na aldeia onde eu nasci, acorda-se com cantar do galo e ouve-se os passarinhos a cantar.
A aldeia onde eu nasci, vai ser sempre a minha aldeia.
Será sempre uma das mais belas e vai ser sempre bom voltar. Porque voltar é recordar, e recordar é viver :)
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